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Sobre viagens e amores [Crítica]

por Olivier Denizard

em 23 de abril de 2017

Do diretor conhecido por “A procura da felicidade”, e “Sete vidas” chega aos cinemas no próximo dia 04 o filme “Sobre viagens e amores”. Um filme voltado a descobertas e aceitação das diferenças, conta a história de dois amigos, Marco (Brando Pacitto) e Maria (Matilda Lutz), sobre as dificuldades de conseguir saber o que fazer da vida, depois de se formar no colégio, e acabam viajando juntos para os Estados Unidos.

Marco é um garoto pobre que vive com seu pai, em Roma. Tudo começa a fazer sentido para Marcos quando ele sofre um acidente de moto, e recebe uma indenização e resolve visitar seu amigo apelidado como “Vulcano”, que estende o mesmo convite a Maria, fazendo com que ambos viagem juntos sem o consentimento de Marco e fiquem hospedados por quatro dias na casa de Matt (Taylor Frey) e Paul (Joseph Haro), amigos de Vulcano.

Na chegada a São Francisco, para surpresa de Maria, eles se assumem como um casal de namorados e a mesma fica estarrecida, pois no seu conceito conservador isso é inadmissível, diferente de Marco que nem se importa com a informação. Maria, em um momento de indignação, fala em italiano o termo “não podemos ser hospedados por bichas”, sem saber que Matt tinha um certo conhecimento em italiano, deixando Maria um tanto encabulada.

O desenrolar da trama é muito interessante pois, pelas histórias contadas pelo casal, e as inúmeras brigas com Marco, pelo seu comportamento homofóbico com o casal, Maria começa a rever seus conceitos como ser humano e resolve dar uma chance a si mesma de entender o que estava acontecendo. Vendo que poderia deixar o seu tradicionalismo de lado, e perceber que aquilo não tinha nada de anormal.

Após isso, Maria começa a ser o que ela sempre sonhou, uma pessoa de fato feliz, e aprende de fato a amar a todos que estão participando dessas descobertas com ela. Um filme independente, italiano, bilíngüe, no ponto certo, pois não deixa o telespectador perdido, pelo contrário, contrabalanceou muito bem e de forma bem objetiva no quesito idiomas.

Imagens e takes muito bem explorados, que deixam algumas críticas e erros técnicos em segundo plano. Trilha sonora assinada por Lorenzo Javanotti Cherubini, um dos mais populares astros italianos. Para terminar, a mensagem do filme é bem clara, como uma viagem pode mudar a sua forma de pensar de uma pessoa, sem esquecer que, as coisas só mudam de fato dentro de você, quando estamos dispostos a entender o que de fato acontece com os outros ao seu redor, a tão sonhada “empatia” com o próximo. Realmente, um filme surpreendente.


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