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Resident Evil: Revelations 2 [Crítica]

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  • Por Aline Machado e Ayrton Gomes
  • 27 de janeiro de 2016
  • Crítica sem spoilers.

Claire Redfield está de volta à Resident Evil, agora dando sequência a sub-franquia Revelations. O segundo título da série que prometia levar o game de volta às suas origens, retomando todo o clima de terror e suspense característico dos primeiros jogos, peca em sua proposta inicial, mas mesmo assim, não deixa de apresentar um jogo a altura.

Em Resident Evil: Revelations 2, Claire Redfield, Moira Burton e outros ativistas da Terra Save são sequestrados e transportados à uma misteriosa ilha, onde experiências genéticas dizimaram todos os habitantes e, nossas protagonistas precisam decifrar os diversos segredos que rondam essa ilha se quiserem sair de lá com vida.

Revelations 2 é um jogo inovador dentro da franquia, trazendo pela primeira vez uma trama dividida em episódios. A aposta da Capcom foi certeira, uma vez que temos um game onde a história se passa no presente e no passado, simultaneamente.

O jogo é divido em dois momentos: No passado, onde temos Claire e Moire sobrevivendo aos perigos da ilha, que se encontra no início de sua infestação de monstros/infectados; e no presente, onde após alguns meses dos acontecimentos vividos pelas ativistas, temos Barry Burton adentrando a ilha em busca de sua filha, Moira. A proposta é excelente uma vez que precisamos jogar os dois momentos juntos para entendermos o antes e o depois dessa complexa história de horror, e pouco a pouco o quebra-cabeças é montado para entregar um desfecho onde as duas linhas do tempo se cruzam em um final arrebatador.

O game que prometia trazer um terror de raiz, pendeu mais pra ação do que o seu antecessor, o primeiro RE: Revelations.

Nos capítulos em que jogamos com Claire, o game se mantém na linha terror, até conseguindo arrancar alguns sustos dos jogadores. A ilha possui cenários que lembram bastante Resident Evil: Code Veronica, também protagonizado por Claire, o que ajuda a criar sensações de insegurança, até beirando ao medo. Porém, nos capítulos comandados por Barry, Revelations 2 retorna á ação impregnada nos jogos da franquia na nova geração. Mas a essa altura, a trama se torna tão envolvente, que tal “detalhe” quase passa despercebido.

O modo co-op na nova geração de RE sempre se fez presente, mas aqui em Revelations 2 ele recebeu severos aprimoramentos. O auxílio de um personagem IA (Inteligencia Artificial) em um game de terror pode ser problemático, uma vez que esse auxílio pode acabar com a sensação de fragilidade de se encontrar sozinho no escuro em uma sala cheia de inimigos; mas RE:R2 apresenta um co-op com dois personagens jogáveis de habilidades distintas, que na hora do pega pra capar faz toda a diferença, e não há personagens suficiente para te passar o sentimento de segurança, sendo que você é o responsável por controlar o segundo personagem.

Não usufruindo da capacidade total gráfica que os games dessa geração podem oferecer, Residente Evil: Revelations 2 foca no que interessa: No enredo. Com um roteiro bem caprichado, o game narra uma história complexa, onde as reviravoltas e os mindblowns garantem o divertimento do começo ao fim, e superam a falta de diversidade dos monstros.

Revelations 2 ainda não é aquele jogo que os fãs estão esperando, mas ver Claire Redfield mais uma vezes chutando uns traseiros, é pra deixar qualquer gamer arrepiado.

Revisado por: Bruna Vieira

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