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Resident Evil 0 – HD Remaster [Crítica]

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  • Por Aline Machado e Ayrton Gomes
  • 24 de fevereiro de 2016

 

A Capcom continua com sucesso a remasterização dos jogos da franquia Resident Evil. Após RE4, Code Veronica e RE1, a desenvolvedora lança o remaster de Resident Evil 0, antes, exclusivo apenas para Game Cube. O game que traz Rebecca Chambers e Billy Coen como protagonistas apresenta novos cenários e um secret mode completamente novo, que irá surpreender os fãs.

Mesmo sendo o quinto jogo da franquia lançado, em RE0 somos apresentados a um prelúdio dos acontecimentos de Raccon City, onde uma equipe de campo da já extinta S.T.A.R.S acaba envolvida em misteriosos acontecimentos dentro da mansão de treinamento da Umbrella Corporation, a responsável pelo destrutivo T-Vírus.

Resident Evil 0 não é um jogo para principiantes. Para quem está acostumado a jogos da nova geração, com checkpoints a todo momento e puzzles que qualquer criança de 8 anos consegue resolver com facilidade, o game desenvolvido em 2002 traz toda a dificuldade característica dos games da época, o que faz uma enorme diferença no quesito diversão. O número limitado de cenários não interfere em nada na sensação de gradeza do jogo, uma vez que são necessários inúmeros “vai e vem” entre uma sala e outra, até finalmente descobrir o trajeto certo, e a cada voltinha nesse mesmo cenário, um novo e diferente inimigo é introduzido para dificultar sua vida.

O game também apresenta o terror de raiz em que Resident Evil foi criado. A complexidade do jogo não se encontra apenas em seu mapa, a grande diversidade de inimigos e a escassez de munição, faz com que aquele gamer estrategista adormecido dentro de você renasça como uma fênix, ao ser desafiado a todo momento até a última e derradeira batalha do jogo.

O modo cooperativo mais uma vez é um fator determinante para a trama. Diferente de RE5 e Revelations 2, a dupla de protagonistas aqui em RE0 passa mais tempo fisicamente separada do que junta, mas isso não significa uma menor colaboração. Rebecca e Billy possui habilidades bem distintas, e graças a mecânica de jogo, que possibilita a troca rápida de personagem, é possível usá-los separadamente para uma maior eficiência em certas batalhas, ou em buscas por recursos e afins.

A equipe da Capcom só não remasterizou o jogo, como reconstruiu cenários do zero. Visualmente o game é deslumbrante, fazendo o jogador esquecer de que se trata de um título lançado a 14 anos atrás. E a adição do Wesker Mode, em que o vilão Wesker e seus super poderes podem ser utilizado no modo história após virar o game pela primeira vez, dá aquele ar de novidade para os que já terminaram o jogo no saudoso Game Cube.

Resident Evil Zero HD Remaster é tudo o que os fãs da franquia queriam e mais um pouco. Gastar a sola da bota andando de 7 a 10 vezes na mesma sala, aquela angústia ao abrir uma porta e contar as munições para saber se é prudente ou não enfrentar um Hunter… Isso sim é Resident Evil.

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