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Oxenfree [Crítica]

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Por Adrien

21 de Outubro de 2016

Em um ano em que poucos jogos me interessaram, Oxenfree foi o que mais chamou a atenção. Com gráficos únicos, a história parecia interessante: é um thriller sobrenatural sobre um grupo de amigos que vão passar a noite em uma ilha e vão visitar uma caverna, da qual se sabe de boatos assustadores. Lá dentro, a protagonista do jogo, Alex, acaba abrindo uma fenda fantasmagórica e após isso, acontecem várias consequências paranormais (as quais não contarei para manter a surpresa e o suspense).

Os personagens são bem trabalhados e compõem bem com o estilo da história, fugindo do clichê de contos de terror com adolescentes. Alex é uma menina que recém conheceu seu meio-irmão Jonas, que a acompanha por boa parte da história. A personalidade de Alex você que decide ao responder os diálogos e decidir ações, o que pode levar a 10 cenários/finais diferentes. Seus outros amigos são Ren, um garoto animado e apaixonado por Nona, uma menina calma e gentil; e por fim Clarissa, que tem seus motivos para ser mau humorada às vezes. Além disso, Alex carrega consigo um rádio que a permite sintonizar em diversas estações para se comunicar ou manipular o mundo espectral, o que traz ao jogo uma referência aos anos 40, até porque é um pouco inspirado nos pequenos e pouco conhecidos acontecimentos durante a Segunda Guerra Mundial.

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O jogo dura em torno de 4.5 a 7 horas, dependendo da forma que você jogar. Facilmente joguei por 7 horas na primeira playthrough, já que a ambientação e trilha sonora fazem te criar vontade em explorar todas áreas possíveis e pegando todos colecionáveis, que te ajudam a entender um pouco mais do mistério da caverna.

A trilha sonora é impecável e ajuda com que você mergulhe ainda mais no clima de mistério, que te prende do início ao fim. Além disso, há o excelente trabalho de dublagem de atores conhecidos como Erin Yvette (The Wolf Among Us e Tales of Borderlands), Gavin Hammon (The Walking Dead, The Wolf Among Us e Tomb Raider) e Britanni Johnson (Borderlands, Borderlands 2).

Como se isso não bastasse, Oxenfree tem um desenvolvedor indie admirável, que participa de fóruns da steam e responde os emails de suporte (sim, até emails!!) com gentileza. Eu tive um problema ao abrir o jogo pela primeira vez, fui respondida prontamente e dia seguinte já tinha uma atualização que resolveu tudo. Isso pode ser irrelevante pra você, mas a atenção e o carinho que os desenvolvedores indies tem por seus games é admirável, e eu decidi acrescentar esse detalhe aqui mesmo assim.

Altamente recomendo Oxenfree, só não prometo que vão se assustar (talvez um pouco). A história é bastante envolvente e interessante, evitando clichês e com uma duração razoável que te permite querer jogar de novo.

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