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O Contador [Crítica]

por Ricardo Paes

em 12 de dezembro de 2016

Ser diferente é assustador!

Ben Affleck é Christian Wolff, contador autista que tem uma incrível afinidade com números do que por pessoas. Ele trabalha como ‘freelancer’ para algumas das organizações criminosas mais perigosas e lucrativas do mundo.
Coordenado por Ray King (J.K. Simmons), o Departamento Criminal do Ministério da Fazenda, começa a investigá-lo, Chris então resolve aceitar como cliente uma empresa de robótica, onde a assistente de contabilidade (Anna Kendrick) descobre uma discrepância envolvendo milhões de dólares.

Próximo da verdade, a contagem dos corpos começa a subir!

Rico em detalhes, o filme usa e não abusa dos flashbacks para construir e inserir um ótimo clima, enquanto conta a infância e criação do nosso personagem principal: Como a família aprendeu a lidar com sua condição, suas lutas internas até sua transformação.

Combinação Perfeita

O diretor Ganin O´Connor (Guerreiro – 2011), dá a um simples filme de ação – gênero que alguns cineastas usam para atrair público e gerar dinheiro, em algo muito mais sólido e substancial.
É importante frisar que quando se tem um roteiro sólido, tudo se torna mais fácil e dinâmico. Por vários momentos o filme é lento, porém essa lentidão combina e é de suma importância para construção da trama e do que vem a seguir: Ação!

E por falar em ação!

Muito bem coreografadas, as lutas protagonizadas por Affleck é digna de ‘Cavaleiro das Trevas’, por várias vezes pensei estar vendo Batman. A mixagem de som também ajuda muito!

Com um humor refinado, filme tem ótimas atuações e surpreende em mostrar um cinema de ação mais consistente e refinado.


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