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No Limite da Loucura [Resenha]

15 de Fevereiro de 2017

Aline Dias

 

O livro No Limite da Loucura começa com a vida de Rory (a personagem principal e narradora) em Bristol, com os pais, após sofrer um grande trauma (tomando cuidado para não dar spoiler, caso você não tenha lido o primeiro livro ainda) e sair de Wexford, a escola que ela havia entrado no livro anterior, O Nome da Estrela, e onde tudo começou.

Rory vai à psicóloga, mas não consegue se abrir durante as sessões. Ela não consegue se concentrar, não consegue estudar em casa, porém decide voltar a Wexford, sentindo medo de não conseguir terminar os estudos e “perder” seu futuro. Com o apoio da psicóloga, ela consegue convencer os pais a voltar para Londres.
Ela e Jerome não perdem o contato e continuam o relacionamento deles. Rory nem tem certeza do que sente por ele, mas gosta da companhia dele. É, meio morninho de vez em quando. Bem vida real, se a gente for ver…

Rory sente muita falta de sua colega de quarto e amiga, Jazza, e dos seus amigos detetives, Bu, Stephen e Callum. Depois da sua volta ao colégio, Stephen entra em contato com ela e a leva na calada da noite a uma estação de metrô para ajuda-lo a resolver um problema. Ela descobre que o trauma que passou no final do outro livro deixou sequelas (ou poderes, se preferir) e agora ela precisa se adaptar ao seu novo “eu” e, claramente, há muitos obstáculos.

Charlotte, sua “frenemy” a recebe de volta com carinho e a indica uma nova psicóloga, Jane, que consegue ajudar Rory a se abrir rapidamente. Ela é bem receptiva e simpática. Descobrimos mais sobre Jane no decorrer da história.

Houve um crime que, aparentemente, um funcionário matou seu chefe; porém, não é bem assim. Novamente, Rory corre riscos e se vê diante de fantasmas e precisa ajudar seus amigos com sua nova e única habilidade. Risco de morte novamente comendo solto na história. Ótimo, porque a gente gosta de ver sangue.

Até o momento em que Rory começa a investigar esse crime, o livro tem um ritmo bem mais lento, como se a gente fosse se recuperando com ela, um passo de cada vez, evoluindo aos poucos. Pode ser até que quem esteja lendo desista de continuar a leitura, mas não desista, coleguinha, vai ficando muito bom. O que me ajudou a curtir essa parte mais lenta foi a narrativa de Rory, ela está mais engraçada que no primeiro livro. Agora que conhecemos mais esses personagens e nos sentimos mais pertencentes a Wexford e o friozinho de Londres, a leitura vai fluindo bem sem grandes problemas.

E, tentando não dar spoiler, mas dando um pouco, peguem seus lencinhos e vem chorar comigo.
Mando umas quatro canecas, porque, apesar do começo meio lentinho, do meio para o fim foi muito, muito bom. Bora para o terceiro livro, assim que eu conseguir respirar.


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