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Mundo de Dragões – O Legado Ranger III [Resenha]

por Alexandre Moreira

em 17 de fevereiro de 2017

O encerramento da trilogia Legado Ranger, não deixa a desejar para quem acompanhou Derek e seus companheiros ao longo dos três livros. Estruturada em dois núcleos, a narrativa acompanha duas dimensões: a nossa e a do Cemitério, cenário do começo da história.

Por um lado Derek, líder dos rangers volta à dimensão do Cemitério através da máquina desenvolvida por Ashanti na tentativa de resgatar Mihos. Nesta viagem, temos muitos momentos de nostalgia com o primeiro livro – Cemitério de Dragões – tanto pelos ambientes quantos os personagens que são retomados e desempenham um papel fundamental na conclusão da trama. Nessa dimensão Anões, outros guerreiros e aliados lutam contra a demônio-bruxa Ravenna que busca fazer uso de um feitiço para viajar entre dimensões e trazer à Terra os terríveis Colossos, enormes gigantes de pedra que causam destruição e o caos.

O segundo núcleo da narrativa se passa em nosso planeta com nossos heróis desafiando os desafios das ações da Ravenna no “lado de lá”. A linha temporal diferenciada nas duas dimensões podem confundir um pouco a princípio mas após alguns capítulos é possível se ambientar com clareza e acompanhar o desenrolar dos fatos facilmente.

Ainda em nossa dimensão, Daniel se alia ao governo Japonês e constrói robôs gigantes, em uma espécie de “megazord” mesmo ou, para quem preferir Daileon (Jaspion). As referências às antigas obras do universo nerd não param por aí, conforme já dito nas resenhas dos outros livros. Pokémon, seres místicos como Gara e outras referências são feitas em quase todas as sessões da narrativa contribuindo ainda mais para uma leitura dinâmica e estimulada pela imaginação e o sentimento nostálgico.

O ritmo da escrita se mantém fluído mas com o desenrolar de tantas ações e núcleos o livro torna-se “menor” do que seus antecessores. Enquanto sequência, o livro encerra muito bem o arco que começou e consegue finalizar de forma surpreendente todos os personagens para de fato construir o “legado” que nomeia a série.

Draccon consegue manter uma linha crescente em sua série de livros e fecha com chave de ouro a história dos cinco rangers. Ainda que recheada de referências estrangeiras, a obra merece destaque pela criatividade na articulação de diferentes elementos: magia, religião, armas, robôs e seres místicos. Repleta de humor e cenas de ação, a leitura não decepciona qualquer leitor fã de uma boa fantasia.


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