Home » Literatura » Moana – A história do filme em quadrinhos [Resenha]

Moana – A história do filme em quadrinhos [Resenha]

Por Pedro Henrique

05 de junho de 2017

Particularmente, não sou fã de grande parte dos filmes da Disney. E não, não é porque eu os considere ruins, mas por serem histórias que, na maioria dos casos, não me causam tanto interesse. Moana, no entanto, é uma história que me chamou a atenção por ter alguns aspectos que fogem do “padrão Disney” de histórias de “princesas”.

Tudo começa pelo fato de Moana não ser uma princesa propriamente dita. Além disso, temos uma história que não se passa num reino encantado, nem envolve príncipes, uma bruxa má nem nada disso. A mitologia de Moana é mais realista e verossímil por ser algo que, em termos, envolve uma realidade mais concreta e acessível (vinda dos mitos e lendas lá das bandas da Polinésia). Então, sim, essa é uma história que chamou a atenção por “n” motivos e isso se manteve quando lançaram o livro “Moana – A história do filme em quadrinhos”.

Já há algum tempo, a Disney tem aproveitado o mercado literário para lançar algumas adaptações de alguns de seus filmes (como Zootopia, que você pode ler aqui). Fizeram o mesmo com Moana e o resultado você confere nessa resenha.

O livro, encadernado em capa dura e lançado pela Pixel Media, traz a história de Moana, escolhida pelo oceano para devolver uma antiga relíquia mística a uma deusa. Ela não é uma princesa, nem uma donzela indefesa. Pelo contrário, Moana é ágil, esperta e um tanto inquieta e isso tudo faz com que o desejo por aventura se torne uma constante em sua vida, fazendo-a entrar, literalmente, em águas desconhecidas para restaurar a harmonia entre os deuses.

A história, tal qual no filme, envolve as idas e vindas de Moana e Mauí em busca de devolver o coração de Tefiti, as lutas e dificuldades enfrentadas por eles durante a jornada e o fim já previsível, como é de se esperar em histórias assim. Entretanto, assim como já comentei na adaptação de Zootopia para quadrinhos, em “Moana”, a história parece passar muito batida, rápida demais, então não dá para se envolver tanto assim com a narrativa.

Sim, eu sei que o livro se trata de uma adaptação de um filme infantil e é voltado para um público infantil, mas isso não justifica a falta de profundidade na história e no desenvolvimento dos personagens. A história é bonita, aborda uma mitologia bastante desconhecida e que tinha tudo para ser uma adaptação perfeita. Mas não é.

Ainda assim, o livro com certeza vale a leitura, além de ser bem curtinho, tem uma arte linda demais! Ainda que a história peque pela narrativa um tanto rasa, isso é compensado pela beleza com que os desenhos são feitos e a forma como o misticismo da história é representado.

É isso aí.

Até a próxima!

Revisado por Alexandre Moreira.