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Life is Strange [Crítica]

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Por Adrien

17 de Dezembro de 2015

Imagine um jogo de escolhas em que você tem a oportunidade de voltar atrás ao achar que fez uma decisão errada. É com essa ideia que Life is Strange cria a protagonista Max Caufield, que misteriosamente ganha poderes de viagem no tempo e desse modo faz de tudo para salvar sua amiga de infância, Chloe Price.

Foi essa possibilidade de repensar nas decisões e ter tempo para isso que mais me atraiu para jogar. Isso faz com que você não sinta aquele desespero de ter que escolher uma pessoa para salvar ou outra. A Max volta no tempo até para responder a coisa certa na sala de aula, ou pra salvar a colega de levar uma bolada na cabeça. Com o bom coração que a protagonista tem, ela descobre seu poder quando está no banheiro da escola e um colega e uma garota entram e começam a discutir. A menina leva um tiro, Max se assusta e estende o braço, automaticamente voltando no tempo e lhe dando oportunidade de salvá-la.

O jogo não se preocupa em explicar da onde surgiu esse poder e também não seria relevante. A história foca na própria Max, seu relacionamento com os outros e principalmente com Chloe, a menina que ela salvou no banheiro, que, por coincidência (?), ela também era a sua melhor amiga de infância. É muito interessante como eles mostram adolescentes com seus problemas, suas questões, suas vidas. Todos personagens são bem explorados se você for conversar com cada um. O jogo ainda te incentiva a isso, te colocando numa atmosfera com trilha sonora relaxante. Tem os nerds, os populares, os que sofrem bullying, e até mesmo, os que tão descobrindo sua sexualidade (seja bi, seja homo, seja hetero, como você interpretar). Uma personagem que tem depressão foi criada com carinho, assim como todos, mostrando como Life is Strange é contra preconceitos.

Só que Life is Strange é muito mais que a vida escolar de uma menina com poderes incomuns. Há algo estranho acontecendo na Academia Blackwell. Há pôsteres para todo lado sobre o desaparecimento de Rachel, alguém que todos conheciam que sumiu sem dar aviso para ninguém, nem os amantes, nem os melhores amigos. Quanto mais você explora, mais aprende sobre quem ela era; além de toda uma investigação feita por Max, Chloe e outros personagens para descobrir onde ela está, e o que aconteceu com ela. Por causa dessa trama, aos poucos a história vai perdendo a leveza para trazer um clima mais dramático e pesado…

Infelizmente, apesar de eu ter amado o jogo por diversos motivos, a última escolha e as cenas finais incomodam por não ter feito muito sentido. Você sente um turbilhão de coisas, mas quando os créditos começam, você começa a se questionar o que viria em seguida, o que a personagem Max faria mesmo e toda lógica por trás da teoria do caos, que é mencionada e até intitula um dos episódios. Sem explicar para não dar spoilers, apenas aviso que o final pode decepcionar algumas pessoas, mas Life is Strange ainda vale a pena por todo seu conteúdo.

Revisão: Aline Machado

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