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Kubo [Crítica]

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por Ricardo Paes

em 17 de outubro de 2016

“Se tiver que piscar, pisque agora.”

Com essas palavras, a história de Kubo nos é introduzida.

Profundo e muito maduro, essa é a mais nova animação em stop-motion, do estúdio Laika – o mesmo de Coraline, Paranorman e Os Boxtrolls.

Kubo é um garoto tímido que quando criança perdeu um olho, ele vive com sua mãe em um penhasco acima do mar, em um Japão ficcional. Perseguido por suas tias malignas, Kubo (voz de Art Parkinson no original), vai embarcar em uma inusitada aventura junto com uma macaca (voz de Charlize Theron) e o guerreiro besouro (Matthew McConaughey), a procura de três específicos objetos, que podem ajudá-lo a salvar o seu passado.

Não pisque agora!

Família, redenção e força de vontade, são algumas das características que fazem a animação Kubo, ser único e verdadeiro. Mas o que também nos chama muita atenção são as cores e o trabalho fantástico em dar vida para criaturas em origami, que se desdobram em guerreiros samurais e pássaros no ar.

É impossível desviar o olhar!

Com uma narrativa que assume muitas formas, o filme é um vôo glorioso da imaginação. Tocando pontos dolorosos da realidade, Kubo usa a fantasia para nos fazer questionar muito sobre a vida.

Mesmo sendo maduro, o filme também consegue atrair o público infantil sem precisar se esforçar muito, graças aos personagens bem inseridos, (a macaca dá um show!), junto com uma dinâmica e os diálogos transparentes.

Sem tempo para ser chato ou até mesmo entediante, Kubo é a forma mais bela de se traduzir – amor, inocência, coragem e a perda.

Enfim, procure apreciar com cuidado e muita atenção tudo o que essa animação pode lhe transmitir: através da sua trilha (com While My Guitar Gently Weeps dos Beatles), do seu visual e claro, suas variadas formas.

E por favor: “Se você tiver que piscar, pisque agora.”

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