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Gwent™ – Closed Beta [Crítica]

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Por Adrien

08 de Dezembro de 2016

Witcher 3 foi um dos jogos mais bem comentados de 2015, com DLCs que ainda foram apresentadas nesse ano. Seu universo extenso, e a possibilidade de explorá-lo completa e livremente foi um tremendo sucesso. Toda franquia possui minigames para ajudar o jogador a conseguir dinheiro, e também dar uma fugida das missões principais. De minigames com moedas, a queda de braços nos primeiros dois The Witcher; essas quests entretém, mas nada foi como o jogo de cartas chamado Gwent, em Witcher 3. Com 5 baralhos diferentes (incluindo o da extensão Blood and Wine), a ideia dessa vez foi tão complexa e bem planejada, que os fãs começaram a pedir que transformassem num multiplayer. Demorou um pouco, mas o multiplayer de Gwent finalmente foi divulgado: e é free play.

Os baralhos disponíveis no jogo são Skellige, Scoi’atel, Monsters e Northen Realms. Cada facção tem uma estratégia diferente e um líder diferente. Um dos líders de Monsters, por exemplo, invoca uma carta de Eredin, que tem valor 10 (o que é relativamente alto). Todas cartas possuem um valor, e a soma total desses valores determina quem é o vencedor. Se a soma das tuas cartas for maior que do teu adversário, você vence. Cada partida possui três rounds e cada baralho que você monta pode ter 22 (recomendado) ou mais cartas, o que te permite usar todas cartas que você tem para ganhar o jogo.

Porém, o jogo é um pouco mais complicado que isso. Há cartas especiais que podem fazer a diferença no resultado: climáticas (reduzem valor de cartas numa fileira a 1), médicas (ressuscitam uma carta do cemitério), corneta (dobra o valor das cartas de uma fileira), entre outras. A mesa também é dividida em 3 fileiras para cada jogador, que divide em cartas de ataque corpo-a-corpo, a distância e cerco. O design dessa mesa mudou de Witcher 3 para Gwent, o que pode ser desnecessário, mas não é algo que incomode.

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Até agora, por ainda estar em beta, o jogo teve várias atualizações, principalmente de gameplay, além de alguns detalhes que os jogadores sentiram falta. A tela em geral é bonita com o novo design e as novas animações de cartas (por exemplo as climáticas). Porém…

Isso pode ter sido decidido pelo jogo ser aberto, mas modificações demais foram feitas em cartas e líderes dos baralhos. Por exemplo, em Witcher 3 você iniciava com um baralho de Northen Realms, cujo líder servia como um coringa de Clear Skies, limpando qualquer efeito climático que tenha diminuído o valor das cartas na mesa a 1. Eu usava muito esse líder como estratégia. A mudança foi tão grande que agora a função do mesmo líder é criar uma cópia de uma carta que você desejar no seu lado da mesa. Quero dizer, o efeito também é bom, mas se você esperava recriar o deck que você usava no jogo original, pode ir desistindo.

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Tudo o que você sabia sobre Gwent: esqueça. Se você jogava muito bem in game e já estava acostumado com as cartas, estratégias e líderes, vai ter que aprender tudo de novo. Várias cartas que mesmo tendo o mesmo nome, foram criadas funções diferentes. Além disso, há novas cartas, como o Roach (Ou Carpeado. Cômica e a minha favorita além da Vaca). Isso me decepcionou muito no início, pois montei meu deck baseado do que eu usava em Witcher 3 para que no fim, não servisse de nada.

É um pouco complicado ganhar cartas novas já que você precisa ganhar um jogo para fazer level up, isso basicamente inutiliza o baralho Scoi’atel, que possui cartas de nível baixo. Os decks mais overpower são Monster e Skellige. A melhor sugestão seria possivelmente comprar pacotes com cartas, o que vale muito a pena, mas talvez isso torne Gwent um jogo pay to win. Pelo menos, felizmente por ainda estar em closed beta, o balanceamento das cartas ainda estão em desenvolvimento.

Gwent é um bom jogo e feito para pessoas além dos fãs de Witcher gostarem. Principalmente os amantes de jogos de cartas, como Hearthstone, devem amar esse novo free to play. Por outro lado, mesmo que abra a gama de possíveis novos jogadores de Gwent, talvez a diferença afaste o pessoal que já era apaixonado pelo jogo antes. Isso pode ter afastado um pouco minha vontade de jogar, mas se você não se importa em ter que aprender todos decks novamente, o multiplayer Gwent mantém a essência e o sistema de Witcher.

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