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Filhos de Bach [Crítica]

por Olivier Denizard

em 04 de abril de 2017

A trama conta a história de um músico alemão Marten (Edgar Selge), traumatizado pela perda de um amigo, ele é rejeitado em um teste musical.

Na sequência descobre que  seu melhor amigo que não encontrava há 42 anos, morreu e o deixou como herança, um manuscrito de Bach.O material o ajudaria em um segundo teste mas estava  no Brasil, e Marten é obrigado a viajar até Ouro Preto para buscá-lo., com a ajuda de sua namorada Marianne (Franziska Walser).

Chegando na cidade seus pertences são roubados e ele é agredido. Quando acorda no hospital conhece Candido, um professor (Aldri Anunciação) que o ajuda a recuperar seus pertences ao longo do filme.. Ao visitar a instituição onde Candido atua (um tipo de orfanato), Marten encontra alguns de seus pertences e, com a ajuda do diretor (Stepan Nercessian), Marten começa ensinar as crianças da instituição, usando a mistura do clássico com o swing brasileiro.

Marten realiza um primeiro espetáculo com as crianças mas é interrompido por dois alunos que descobriram que ele voltaria para a Alemanha em pouco tempo. Para eles, se Marten fosse voltar, todos eles deveriam ir junto. Após o apelo de Fernando e as ameaças de Heitor, Martin faz um acordo prometendo levar todos ao festival na Alemanha, mas chegando lá, eles não conseguem a inscrição devido a aparência simples das crianças.Heitor se revolta contra tudo aquilo ao seu redor:  preconceito contra raça, cor e a própria música.

Como forma de protesto, o grupo faz sua apresentação no meio da praça onde o festival estava acontecendo, porém longe de toda a estrutura dos palcos e, apesar de toda a condição, a música acaba sendo um sucesso e todos dançam e aplaudem muito.

Um filme é muito bem dirigido e conta com uma belíssima fotografia e, ótimas participações como a de Marília Gabriela. Um destaque para a atriz Thaís Garayp,, que mesmo brava, conseguia colocar o seu toque de humor em seu personagem. Apesar de tudo o  filme deixa a desejar quanto ao roteiro. Além do que está proposto na própria sinopse do filme, não  existem muitas histórias e personagens desenvolvidos ao longo da trama.

Alguns problemas com relação ao protagonista também devem ser destacado: apesar do forte apego ao amigo no início da trama, Marten não exibiu grande emoção ao visitar o túmulo dele. Além disso, o completo desinteresse pela cultura brasileira e principalmente a forma como nosso país foi retratado no filme (forma completamente estereotipada), contribuem para que a produção perca alguns pontinhos. O contraste com a Alemanha colabora também para certa ideia de complexo de inferioridade do Brasil em relação aos países europeus.


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