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Fatos históricos que você pode aprender lendo mangás [Colabore]

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Por Everson Tavares (Jornalista e fotógrafo)

via Colabore

23 de Fevereiro de 2015

Todo mundo pensa que mangás são histórias ficcionais criadas unicamente como forma de entretenimento. Terrível engano. É comum na cultura japonesa usarem mangás em sala de aula como um método educativo fácil e divertido. Existem até livros guias sobre o tema.

Essa prática começou a se popularizar nos últimos anos no Brasil com adaptações de clássicos da literatura para os quadrinhos. Entrevistei um professor que ministra aulas de japonês online. Ele indicou alguns eventos históricos que você pode aprender lendo mangás.

Índia teve sua própria Joana D’Arc

Em Jhansi, uma cidade histórica do norte da Índia, viveu a rainha Lakshmibai. Os anos eram 1800s, época em que a Inglaterra governava o país e exercia pressão sobre alguns princípios da cultura local. Evidentemente, a coroa britânica se recusou a reconhecer o direito de Jhansi ao trono quando seu marido morreu.

Anos depois, eclodiu uma rebelião contra o exército inglês na Índia que tomou proporções nacionais. A rainha deposta se juntou à luta contra a Inglaterra, mas sua história acabou sem “happy ending”. Jhansi foi morta em batalha e a rebelião foi contida pelos inglesas. Mesmo assim, até hoje Jhansi é reverenciada como heroína na Índia.

Gandhi foi tão importante para a luta da independência indiana quanto Pandit Nehru

O cinema foca muito em Gandhi, mas Pandit Nehru – estadista e primeiro ministro da Índia – foi politicamente mais prático do que seu companheiro ideológico. Enquanto Gandhi concentrava-se na espiritualidade e pregava a doutrina de não violência, que foi crucial para tornar a luta pela independência indiana popular no mundo todo, Nehru tornou-se a cabeça do Congresso e foi primeiro ministro até 1964.

A China enfrentou uma rebelião popular liderada por um suposto irmão mais novo de Jesus

A Guerra do Ópio é bem conhecida: os ingleses derrotaram a confiante China e ficaram livres para exportar sua “especiaria”. O que não é muito conhecido por aqui foi a rebelião pós-guerra que irrompeu no país oriental, liderada por Hong Xiuquan, que acreditava que Deus (o cristão) lhe deu a missão de criar um paraíso na Terra.

Apesar de toda a riqueza tomada da América, a Espanha estava em crise na época das grandes navegações

O famoso e intrépido rei espanhol Felipe II, que governou nos anos de 1500, herdou um país cheio das riquezas do Novo Mundo, além de impostos dos portos holandeses. Apesar disso, conseguiu afundar o tesouro da Coroa em guerras contra os países vizinhos.

Lembre-se da Zambia.

Para contar a história da independência da Ásia e da África, surge o aspirante a atleta Lubuto, que trabalha em uma mineradora de cobre enquanto nutre um sonho de disputar as Olímpiadas.

O sonho dele é uma analogia ao desejo de mudança do próprio continente. A história é narrada pela perspectiva da Zambia – algo raro – e existe um foco no país muito interessante – já que a Zambia mal aparece nos relatos oficiais tradicionais.

Veja aqui o mangá mecionado!

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