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Doutor Estranho [Crítica]

por Ricardo Paes

em 11 de dezembro de 2016

Aquele momento que você escolhe a pílula vermelha que permite ver a realidade e sair da ilusão, somada com LSD ao som de Pink Floyd – Seja bem-vindo ao misterioso mundo de Doutor Estranho.

É com esse sentimento que começo minha experiência extracorpórea, ou seja, minha viagem ao mundo astral de Doutor Stephen Vincent Strange – Um dos melhores neurocirurgiões de Nova York, que depois de sofrer um grave acidente de carro, fica incapaz de realizar novos procedimentos, pois perde sua habilidade com as mãos.

Strange (Benedict Cumberbatch) decide então procurar todo o tipo de ajuda, ele parte para um misterioso lugar chamado Kamar-Taj, lá descobre tudo sobre o um mundo místico e mágico e assim sua vida começa a mudar e uma segunda chance lhe é dada.

– O Filme –

Dirigido por Scott Derrickson, Doutor Estranho é visualmente incrível e a Marvel Studios mostra mais uma vez que é capaz de se reinventar a cada filme e não tem medo de se arriscar.
Com muita ação, e sem tempo para respirar, nós somos levados a um novo estado cinematográfico, onde tudo o que se vê é tão real que espanta. A tecnologia 3D é imprescindível para se ter uma total imersão a essa realidade paralela que foi minuciosamente criada.

Doutor Estranho tem sim elementos que nos fazem lembrar de grandes momentos do cinema como: Matrix, Interestelar e claro A Origem, filmes que fizeram alguma diferença tanto no seu visual quanto no seu roteiro.

– Humor –

Uma das poucas coisas que me incomodou foi o uso do humor, que por algumas vezes me pareceu desnecessário e inserido no momento errado, mas que fique claro que isso não apaga o brilho do filme.

– Personagens/Elenco –

O elenco muito bem distribuído, Cumberbatch se entrega ao papel e veste com excelência o ‘Manto de Levitação’. Tilda Swinton como a Anciã e Mads Mikkelsen o vilão Kaecilius, em minha opinião tiveram pouco tempo para desenvolver melhor os personagens, uma pena!
No geral, Doutor Estranho é um filme com diversas possibilidades, que poderia ter sido mais explorado se tivesse mais tempo. Acho que duas horas de filme foi pouco! Ficou aquele gostinho de quero mais e na boa.

Quero BEM mais!


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