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Demolidor – 2ª Temporada [Crítica]

Demolidor

Por Pedro Henrique

26 de março de 2016

Olá, pessoal, tudo bem? Hoje eu falarei dessa série que conheço há pouco tempo, mas admiro um tantão assim. Pois é, Demolidor finalmente chegou a sua segunda temporada e, bom, demos de cara com um universo bastante expandido, especialmente em comparação com o que vimos na primeira temporada.

Nesse novo estágio da saga do Demônio de Hell’s Kitchen, temos uma história menos focada na construção do próprio Demolidor/Matt Murdock (Charlie Cox) e mais, bem mais, focada em mostrar como a cidade de Nova Iorque ficou após os fatos que levaram à prisão de Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) na primeira temporada. É uma temporada consideravelmente mais superficial do que a primeira e, portanto, não dá para esperar muito aprofundamento nas histórias dos personagens.

Porém, como disse antes, essa segunda temporada apresentou uma grande expansão de universo em relação a anterior. Aqui, temos a aparição de dois grandes personagens do Universo Marvel, o Justiceiro e Elektra, ambos trazendo consigo histórias paralelas – mas que acabam formando o enredo principal – para a saga de Matt Murdock.

Frank Castle, o Justiceiro (The Punisher)

Antes que a segunda temporada fosse liberada, todos sabíamos quem seria o ator escalado para encarnar o Justiceiro. Confesso que, quando soube da escolha, não me animei muito. Jon Bernthal, conhecido principalmente por integrar o elenco de The Walking Dead, é também conhecido por papéis menores em filmes de não muita evidência, então as expectativas ficaram baixas. Mas, contrariando isso, a verdade é que Bernthal acabou por se mostrar uma ótima escolha para o papel e, em minha opinião, foi um dos pontos altos dessa temporada.

A história do ex-fuzileiro Frank Castle meio que passou voando durante a temporada, ainda que tenha sido explorada aqui e ali. Castle aparece logo nos primeiros capítulos e sua presença se mantém razoavelmente constante durante toda a série. Temos um confronto bem bacana entre o Justiceiro e Demolidor, o que culmina num debate moral entre os dois e vira uma das cenas mais legais da temporada.

Contudo, apesar do confronto de ideias entre os dois personagens, teremos alguns momentos em que os dois lutarão lado-a-lado e isso vai ser de grande ajuda para o Demônio de Hell’s Kitchen, especialmente no final.

Mas não esperem muito mais de Castle. Talvez pelo fato de que o personagem tenha, em breve, uma série própria, sua história não teve tanta profundidade, ainda que algumas informações tenham sido dadas mais para situar o telespectador no contexto geral do personagem. Ainda assim, o Justiceiro foi, para mim, um dos pontos mais interessantes dessa temporada.

Elektra

E temos Elektra, interpretada por Elodie Yung. Não sei se por ter me acostumado a ver Jennifer Garner no papel da justiceira, não consegui me habituar a essa Elektra da série. Na verdade, achei seu plot, de modo geral, bem fraco, mal colocado e um tanto desinteressante. Além disso, senti que faltou profundidade na relação entre ela e Matt Murdock.

Mas, vamos lá. Elektra aparece lá pelo meio da temporada, logo depois que a história de Frank Castle ganha uma pausa forçada. Não foi a melhor introdução de personagem que já vi nessa vida (a de Castle, por exemplo, teve uma introdução razoavelmente melhor), mas ok, né, a gente deixa passar.

Elektra surge trazendo consigo um enredo que traz a tona o que será, talvez, o maior inimigo do Demolidor: uma organização secreta chamada A Mão, que busca uma arma igualmente secreta para fazer sabe-se lá o que. Com isso, ela e o jovem Matt Murdock acabam por refazer uma antiga aliança entre os dois, numa guerra ancestral contra a organização.

Se você está acostumado(a) com a Elektra de Jennifer Garner, sugiro esquecer tudo o que viu, pois aqui temos uma Elektra muito mais feroz, manipuladora e, por que não, maquiavélica. Em contrapartida, descobrimos que seu passado esconde muitos segredos, entre eles, um amigo em comum com o Demolidor.

Análise Geral

Apesar das novidades que essa temporada trouxe para série, ela não conseguiu atingir o mesmo grau de qualidade e beleza visto na primeira temporada. A começar pelas lutas, vimos combates que demonstraram bem menos qualidade em suas coreografias ao ponto de, em alguns momentos, percebermos que um soco não atingiu, de fato, onde deveria ter atingido. Tirando algumas exceções, as cenas de lutas foram bem fracas e com uma aparência bem fake. Mas, como disse, houve algumas exceções a isso, a luta protagonizada por Demolidor e Elektra no último episódio, por exemplo, foi excelente. Há casos e casos, mas ainda acho que as coreografias da primeira temporada foram predominantemente melhores.

Outro ponto negativo foi o desenvolvimento das personagens. Ainda que tivéssemos a introdução de caras novas na série, isso não trouxe, também, muita informação além do necessário para que elas pudessem existir na história. A história de Castle e Elektra foi acompanhada de um vácuo afetivo bem incômodo, ainda que Castle tenha tido bem mais espaço do que Elektra; ainda que Elektra, no fim, tivesse tido uma importância maior para o Demolidor.

Em contrapartida, Karen Page (Deborah Ann Woll) e Foggy Nelson (Elden Henson) se tornaram pontos fortes na temporada. Karen, aliás, acaba abrindo um plot bem bacana e que dá um ar a mais para a história do Justiceiro. Eles dois, por sua vez, acabaram por roubar a atenção em muitos momentos, ofuscando até mesmo o protagonista da série. Foggy, no entanto, ainda que não tenha sido o personagem mais interessante da série, apresentou um desenvolvimento bem legal, assumindo mais as coisas por conta própria e meio que dando um “até logo” para seu amigo mascarado.

Como diria alguns amigos meus, acho que essa temporada serviu mais para introduzir novos personagens do universo Marvel e também, para dar uma prévia do que vem por aí, já que tanto o Justiceiro como Elektra terão séries solo. Não foi a melhor temporada, com certeza, mas também, não foi de todo ruim. No entanto, terminamos com a sensação estranha de que perdemos algo e não percebemos, como se algo tivesse ficado no ar, mas não desse para ver. É esperar pelo que vem pela frente.

Até a próxima!

 Demolidor nota


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