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Carros 3 [Crítica]

Relâmpago McQueen entre coberto com um pano azul está sorrindo. No centro da imagem sobre a figura o logotipo de Carros 3por Jurandir Vicari

por 11 de Julho de 2017

Em 13 de julho de 2007 estreia em todo Brasil, Carros 3, e quando o assunto é Disney e Pixar as expectativas chegam a estratosfera. O primeiro nos encantou com todas as princesas e a segunda revolucionou com as novas tecnologias gráficas usadas para derramar lágrimas até do mais durão dos espectadores, como aconteceu em sucessos como: Toy Story, Wall-E, Procurando Nemo, etc.
Mas o resultado em Carros 3 é uma derrapada do diretor Brian Fee. É como se colocasse o motor do excitante Carros, na carcaça do decepcionante Carros 2 e gerasse um Carros 3, veloz, eficiente, mas não o merecedor de passar pela bandeira quadriculada em primeiro lugar.
O novo longa realmente vem para apagar o “estigma Disney” de que as princesas precisam de um príncipe para salva-las e segue empoderando as meninas da nova geração e quem sabe vendendo muitos “carrinhos” para elas. No enredo, como visto no trailer, Relâmpago McQueen, ou Relâmpago Marquinhos, como é conhecido no Brasil, vem perdendo espaço para novos pilotos e acaba sofrendo um grave acidente, então tem que decidir se continua correndo ou se aposenta. Então no melhor estilo “Coaching Esportista” o filme passa a ser abastecido de slogans motivacionais e demonstrando muito do interior da mente do protagonista e até dos novos personagens como a Cruz Ramirez e Jackson Storm. E novas personagens são necessárias, afinal a saga se iniciou em 09 de junho de 2006 e era necessária uma reciclagem para manter o sucesso na estrada, mas infelizmente, o roteiro pecou em não pisar mais no acelerador e deixar o filme sem ritmo em muitos momentos.
O time de dubladores brasileiros é formado por: Marcelo Garcia, Flávio Back, Sylvia Salustti, Giovanna Ewbank, Rômulo Mendonça, entre outros, mas com destaque Rubens Barrichello no papel do corredor que sempre é o mais criticado.
Ao cruzar a linha de chegada percebe-se que não é um filme infantil, com sentido pejorativo. Ele tem bons momentos, poucos cômicos ao contrário de seus antecessores, a lição de moral não é piegas e um final surpreendente, mas ainda assim faltou uma melhor calibragem entre suas peças.