Home » Colunas » Artemys faz uma cirurgia: Repo! The Genetic Opera

Artemys faz uma cirurgia: Repo! The Genetic Opera

ArtemysFazUmaCirurgia

SALVE SALVE GALERÍNEA!!! Estou de volta <3 Mas ninguém tava me esperando #chora. Enfim, vamos logo com a minha coluna-resenha dessa semana, porque estou sem criatividade pra ser criativa. Veeeem, Paris!

No ano de 2029, uma doença genética se alastra pela superfície do globo, dizimando milhões de pessoas em todos os cantos do planeta e gerando uma sensação de caos e insegurança que duraria por muitos anos. No meio de tal desolamento, surge uma figura: Rotti Largo e sua empresa de materiais genéticos GeneCO que, através de suas pesquisas e produção de órgãos para transplante, encontra a cura para a doença.

Anos depois, nos encontramos em um mundo onde as cirurgias de transplante de órgãos tornam-se cirurgias estéticas. Aos poucos, o “importante é o que se tem por dentro”, e as pessoas entram em um frenesi de trocar seus órgãos internos por órgãos produzidos pela GeneCO. Quer mudar a cor dos olhos, pôr olhos que façam coisas diferentes? É possível. Um pâncreas que brilha no Raio-X? Por que não? Esse desejo incessante de fazer cirurgias leva à empresa a produzir o zydrate, um analgésico fortíssimo, caríssimo e que causa dependência.

Além das famigeradas cirurgias, outros motes principais do filme são a história de Shilo, uma garota com uma doença genética terminal; a misteriosa figura do Homem-Repo (Repo Man); e o submercado do zydrate produzido pelos Grave Robbers (ladrões de tumbas), que retiram o produto do corpo de cadáveres. O musical, produzido em 2008, conta em seu elenco, dentre muitas outras pessoas, com Paris Hilton. Sim, ela mesma.

A primeira coisa que eu falo do filme é: não veja se você não gosta de musicais. O filme é uma adaptação de uma opera-rock, então todas as falas são cantadas (inclusive as da Paris Hilton).

A segunda coisa que eu falo do filme é: não veja se você não gosta de coisas nada com coisa algumaRepo! The Genetic Opera é uma grande colcha de retalhos futurista com fotografia incrível e cenários muito bons. “Como assim colcha de retalhos?” Assim: o enredo da obra é muito bom, mas seria melhor se fosse um drama de ação. As músicas são muito boas, mas seriam melhores se fossem um álbum separado e não tivessem a função de contar uma história. A caracterização dos personagens também é muito legal, mas combinaria mais com outro tipo de filme… E por aí vai.

Isso faz de Repo! um filme um tanto quanto… duvidoso. Não na qualidade, mas no que esperar dele. Confesso que gostei muito, e acho que gostei mais da segunda vez que vi — não perguntem –, mas sinto que é um filme de nicho muito específico e que dificilmente agradaria a quaisquer pessoas. Não é um filme fácil, às vezes as músicas ficam muito irritantes, você tem vontade de bater na Shilo…

O que vale a pena no filme?

— O Grave Robber que é uma das personagens mais interessantes da trama e a Paris Hilton interpretando a ela mesma na realidade alternativa de Repo!, digo, a filha mais nova do dono da GeneCO, Amber Sweet.
— Blind Mag e sua voz belíssima (e os olhos… OS OLHOS!!!!)
— Cenários, fotografia e figurinos

O resto, vai depender muito do que você espera de um filme, de verdade. Não recomendo para todas as pessoas, mas eu me diverti muito vendo :) E vocês? Conhecem o filme? Gostam da Paris Hilton? E de musicais? Mandem sua letra aí nos comentários <3!

Beijos fuinhosos
;***