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Annie [Resenha]

Por Beatriz Albarez.
06 de maio de 2015.

Annie surgiu em 1924 como uma personagem de uma tira de jornal, criada por Harold Gray, nos Estados Unidos. Muitos anos depois, Martin Charnin pediu ajuda à Thomas Meehan para transformar a Annie das tirinhas em um musical da Broadway. Depois de muito trabalhar para criar uma história completa para a menininha orfã e seu cachorro, Thomas teve que omitir algumas coisas do libreto – roteiro – do musical. No entanto, ele conseguiu usar seu próprio roteiro para lançar um livro, com tudo o que gostaria de ter colocado na peça. E eis que temos o livro Annie! Na introdução, Thomas conta em mais detalhes como foi toda a preparação do roteiro e também um pouco sobre a adaptação deste para um livro.

O livro é fininho, escrito de maneira bem objetiva e flui de um jeito tão leve que enquanto lê, você se sente contando uma história para seus filhos dormirem. Sério. Annie é uma menina encantadora, inocente, sempre otimista e que leva a vida com a naturalidade – e, de certa maneira, despreocupação – de uma criança.

A história se passa em New York, durante o período da Grande Depressão. Portanto Annie pertence àquela parte da sociedade que ninguém realmente liga: ela é pobre, órfã e ainda foge do orfanato, vagueando pelas ruas em busca de seus pais e se virando como pode. Ela não tem ideia do quão grave é a situação do país, e também na qual ela se encontra. É até engraçado perceber como ela é ingênua em suas diversas aventuras pela cidade.

Por outro lado, Annie é escolhida para passar o Natal na casa de um dos homens mais ricos dos Estados Unidos: Oliver Warbucks! Então ela tem a primeira oportunidade de realmente conhecer New York e, também, de ter o carinho de alguém. Aos poucos, Annie, que seria mais uma “obra de caridade” do Sr. Warbucks, se torna alguém especial!

Não vou me alongar muito, pois senão acabo contando o desfecho dessa história. Annie é tão sincera, conforma se desenrola a história vemos as mudanças que ela sofre e que também causa nas outras pessoas que ela conhece.

É realmente uma leitura leve, mas um livro cheio de conteúdo emocional. Com certeza todos vão se apaixonar por essa garotinha e passar sempre a acreditar que “o sol vai sair amanhã”.

Dica: Annie tem uma adaptação para o cinema, de 2014, que é um musical. É um pouco diferente da história de Thomas Meegan, já que está situada nos dias atuais, mas a essência é a mesma.

Revisão: Aline Machado


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