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Adrien ensina: o que eu aprendi com Sherlock Holmes

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Olá, pessoal! Eu sou a Adrien, gosto de ursos e de tirar foto diferente a cada semana pras minhas colunas – mas nem sempre tenho tempo. Eu adoro fazer maratonas de séries e já assisti mais do que devia. Ainda tento arranjar tempo para assistir filmes, ler livros e mangás. E jogar. É. Minha coluna acontece sempre as quintas, clique aqui para ler todas.

Hoje eu quero falar de um assunto que eu gosto muito, mas nunca tive como me aprofundar de verdade. Esse é um hobbie meu: investigar. Gosto de perceber as coisas e resolver pequenos casos – nada relacionados a assassinatos ou traições – coisas rotineiras que as pessoas geralmente não se dão o trabalho de pensar mais profundamente. Quando se perguntam “O que será que houve?”, quem responde sou eu. Mesmo que seja algo irrelevante.

Antes de começar, quero explicar que coloquei Sherlock Holmes no título não necessariamente porque aprendi só com ele, mas porque ele é meu detetive predileto. A habilidade que eu tenho nessa área não é nada avançada e se compararia mais com Oreki Houtarou do que Holmes. Mas aprendi muito com muitas outras coisas.

gil-grissom1“As pessoas nunca olham para cima.” – Gil Grissom (CSI)

Vamos começar do começo. CSI foi a primeira série que assisti, eu era bem criança e eu lembro dos meus pais discutindo se era adequado pra minha idade. Mas eu adorava. E aprendi muito com o Grissom. Eu nunca esqueci do episódio em que está todo mundo procurando evidências pelo chão, mas não encontraram nada que ajudasse a resolver. Então ele vira a cabeça pra cima e diz essa frase memorável. Catherine até relembra dela temporadas depois. E é verdade. Você que está lendo esse texto, costuma olhar o teto? Eu duvido que sim. Mas isso tem mais a ver com ter uma percepção mais aguçada e pensar em outros pontos de vista e não literalmente em olhar para o teto.

Olhe os pequenos detalhes. Leia tudo. Vá na casa de seu amigo e veja os porta-retratos, os quadros, os livros em sua estante. Ou a falta disso tudo. Você pode aprender muito se prestar atenção em coisas que ninguém presta. Mas não apenas observe. Pergunte por quê. Por que seu amigo tem aquele livro? Por que sua mesa é toda bagunçada e sua estante tão bem cuidada?

Por exemplo: ano passado eu fui na casa de alguém pela primeira vez e sentei na cadeira e olhei pro teto – literalmente. Ele era branco e tinha uma moldura de gesso trabalhada que deveria estar ali porque era um prédio mais antigo. Eu pude descartar a ideia de que quem mora ali tivesse colocado essa decoração, mas simplesmente porque sei que não se preocupariam em colocar um detalhe desses, que não tem função nenhuma.

Seguindo esse pensamento, há outra coisa: abra seus horizontes. Não adianta pensar como se as coisas tivessem uma única resposta. Você não tem nenhuma habilidade real de prever ou de ler o futuro. Se seu colega chegou atrasado na aula, seu amiguinho pode dizer que é porque ele dormiu demais. Mas será? Será que o ônibus não atrasou? Será que ele ficou na frente do espelho tentando escolher o que vestir? Será que ele não encontrou um gato no meio da rua e ficou acariciando ele? Há muitas alternativas. E você só tem uma única resposta quando a tal pessoa lhe conta a verdade. É claro, conforme você vai conhecendo melhor a(s) pessoa(s), você tem mais facilidade em descobrir. Pra mim isso até vem como uma sensação de sexto sentido, mas deve ser meu costume de pensar assim.

O que me ajudou a entender as pessoas foram as séries. Aqui vai uma pequena lista dos seriados de gênero policial que me incentivaram a buscar um pouco mais sobre psicologia e psicanálise.

tumblr_static_the-mentalist-the-mentalist-5492173-751-10001. The Mentalist – Acho que essa é a mais adequada para o tipo de análise que eu estou falando. Patrick Jane tem seu dom de entender as pessoas e também manipulá-las, e ele consegue fazer isso com pequenos truques. Ele descobre tudo com sua percepção aos detalhes e um carisma que deixa todas as histórias divertidas. A maioria dos casos de Mentalist são excepcionais, melhores até que o plot. Mas como eu não estou somente sugerindo algo para vocês assistirem, então vale a pena.

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12. Lie to Me – Esse é mais pra quem gosta mesmo da coisa, mas é difícil de aprender. Requer muita prática. Nessa série, o protagonista analisa as mini-expressões das pessoas – e só isso – e consegue descobrir se elas estão mentindo. Mini-expressões é o nome dado a quando seu rosto reage a alguma pergunta ou situação, coisa que acontece em um segundo ou até menos. Não tem como você controlar suas mini-expressões. A série não é a melhor de todas e foi cancelada na segunda ou terceira temporada, mas a primeira é muito boa.

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13. Criminal Minds – Entendendo a mente de assassinos, sequestradores e serial-killers. Eu aprendi muito com Criminal Minds. Durante os casos, eles analisam os perfis dos criminosos com base em suas vítimas e compreendem seu modus operanti. Foi um bom jeito de começar a entender como as pessoas funcionam, mesmo que eles se tratem muito de psicopatas. Como eles tem uma equipe, acaba acontecendo de analisarem uns aos outros. A série também tem personagens excelentes, que eu realmente adoro. É ainda um dos meus seriados preferidos que eu fui assistir um tempo depois de CSI.

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mast-sherlock-s3-mini-episode-hires4. Sherlock – Não tem como eu não mencionar Sherlock Holmes. Essa é pra você que gostaria de acompanhar o raciocínio rápido do detetive. É completamente demais você estar assistindo e deduzir as coisas com ele ou até mesmo antes dele. E isso acontece. LET’S PLAY A GAME OF MURDER! Ah, e você pode conferir as minhas reviews a partir da terceira temporada da série clicando aqui.

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Um aditivo é você ler livros sobre psicanálise e linguagem corporal (Como o título “O Corpo Fala” e “Decifrar Pessoas”. Se precisarem de detalhes, podem perguntar nos comentários que eu respondo). Eles são muito bons.

E também não é uma ciência exata. Nada do que estou me referindo é uma ciência exata. Cada um tem as suas individualidades, que pode alterar certos tipos de percepções e você até pode não acertar 100% por causa disso. Por exemplo, tem gente que coça a sobrancelha quando mente. Tem gente que aperta a orelha. E tem gente que não faz nada disso. Como eu disse, você só pode ter 100% de certeza que acertou sua dedução quando confirmado. Mas se você se acostumar que nem eu, provavelmente pode chegar a 99% sem precisar de uma resposta.

Mas CUIDADO! Você quer mesmo entender as pessoas?

Espero que tenham gostado da minha coluna de hoje e até semana que vem!