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A roda da eternidade – Entremundos #3 [Crítica]

por Alexandre Moreira

em 8 de abril 2017

A trilogia escrita à seis mãos por Neil Gaiman, Michael Reaves e Mallory Reaves finalmente chega ao fim, e que fim! No fechamento da história do Andarilho Joey encontramos com o Entremundos destruído e, não obstante, as diferentes dimensões ameaçadas pela proximidade da Noite Gélida.

Mesmo tentando fugir da liderança nos dois primeiros livros, Joey se encontra sem opção. Ele precisa viajar entre as dimensões para reunir um novo exército de outros “dele” para sobreviver. As viagens de Joey pela Interzona deixam o livro com uma narrativa rápida e alucinante. Ao encontrar com suas outras versões nos diferentes mundos, temos momentos de ação e humor.

A diversidade dessas paraencarnações me surpreendeu do começo ao fim da trilogia e não foi diferente neste último livro, passando por mais versões femininas e até um casal de gêmeos (!). Tom, o fovimal de Joey também ganha um papel de destaque neste título assim como as viagens no tempo que começaram a ser exploradas com mais afinco no segundo livro com a entrada da Patrulha do tempo.

A roda da eternidade não apenas concluí a saga como fecha com maestria muitos eixos narrativos abertos ao longo dos primeiros livros, provando que os detalhes importam (e muito) para nossos autores. O desenvolvimento dos personagens, incluindo os novos, mais uma vez me surpreendeu. Mesmo e principalmente por conta da  velocidade dos acontecimentos neste último livro.

Aos amantes de viagens no tempo, e universos paralelos, a obra é recheada de referências, nomes e teorias também vistos em Doctor Who, DC’s Legends of Tomorrow e The Flash, para citar alguns. Muitos mistérios da nave Entremundos assim como a Interzona são aprofundados no fechamento da trilogia que também não dispensa momentos de fortes emoções. O avanço da Noite Gélida assim como a união dos inimigos dos Andarilhos apresentam um desafio quase impossível de ser enfrentado e os sacrifícios mais uma vez marcam a história dos nossos Joeys.

A roda da eternidade é um fechamento excelente e ao nível envolvente que a trilogia se desenvolveu até aqui. Não deixe de conferir a resenha de Entremundos e Sonho e Prata aqui no Portal Caneca!


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