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A garota do trem [Crítica]

por Ricardo Paes

em 12 de dezembro de 2016

‘Um thriller psicológico que irá mudar a maneira de olhar a vida de outras pessoas’.
No topo dos livros mais vendidos e comentados de 2015, ‘A Garota no Trem’, tinha todas as características necessárias para deixar os livros e partir para as telas, e assim satisfazer os fãs cinéfilos. O filme segue a estrutura de outro sucesso também saído dos livros, ‘Garota Exemplar’, que foi levado às telas pelo diretor David Fincher.  Dirigido por Tate Taylor, o filme conta a história de Rachel (Emily Blunt), que depois de um recente divórcio, resolve afogar todas as suas mágoas na bebida.
Alcoólatra e desesperada, todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, enquanto fantasia sobre como seria a vida perfeita e pela janela do trem ela “vigia’” a vida de um jovem casal.

Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre à polícia e se vê completamente envolvida no mistério.
E assim começa esse suspense que mistura voyeurismo e elementos hitchcockianos, já conhecidos pelos fãs que adoram essa estrutura cinematográfica. Três histórias são contadas ao mesmo tempo, usando uma narrativa complexa e flashbacks, assim ajudando a desenvolver e camuflar, ‘A Garota No Trem’, agrada bastante!
O elenco é composto por ótimas atuações – Emily Blunt brilha e da credibilidade para a atormentada Rachel. Haley Bennett mostra toda a sua sensualidade ao interpretar Megan, uma mulher linda e cheia de conflitos e perseguida pelo passado conturbado.

Enfim, por ser um pouco polido demais, o filme cai no clichezismo, e acaba entregando um final morno, mas eficiente. Recomendo!


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