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A festa da salsicha [Crítica]

salsicha_topopor Ricardo Paes

em 10 de outubro de 2016

Um dos filmes mais delirantes, loucos, filosoficamente surpreendente e sem dúvida criativa que você já se deparou.

Seja bem- vindo a FESTA DA SALSICHA!

Nossa aventura começa em uma mercearia suburbana, onde todos os produtos alimentares convivem em plena harmonia e paz. O lar dos nossos principais protagonistas: A Salsicha Frank (Seth Rogen) e o pão de cachorro-quente Brenda (Kristen Wiig), que estão incondicionalmente apaixonados.

Frank descobre que os seres humanos, considerados os Deuses do mercado, estão prestes a torná-los a principal refeição do dia e o tal ‘paraíso’ dos alimentos, não passa de uma grande mentira!

Então, Frank e seus amigos perecíveis elaboram um plano surtado para escapar das mãos, ou melhor, do estômago dos humanos famintos!

Absurdamente infame e cheio de trocadilhos, animação adulta está pronta para agradar a todos os que estão dispostos a aceitar a premissa do filme, que em meio a tantos absurdos e palavrões, esconde algo racional e inteligente.

Nos anos 90 a Disney Studios trouxe as telas Toy Story, onde nos foi apresentado à vida secreta dos brinquedos (e BOOM! Tudo mudou!). Recentemente conhecemos a vida secreta dos animais e agora chegou a hora de saber como é a vida dos alimentos em um supermercado.

O que isso tem de bom?

A animação pode parecer apenas uma simples e desajustada afronta, mas depois de alguns minutos tudo parece fazer sentido! Questões políticas, religiosas, sexuais e o bullying, são explicitamente “jogados na sua cara”, uma atitude corajosa que inseridos na trama cria um humor sagaz e eficiente.

As referências 

Produzida por Seth Rogen, não poderia faltar referências, ainda mais as que envolvem a Cultura Pop – Filmes como O Resgate do Soldado Ryan e o Exterminador do Futuro, dão um brilho em meio a tanta “bobagem”.

Enfim, com um elenco afiado, que conta com participações especial de estrelas como Salma Hayek, Edward Norton e Stephen Hawking (Nunca mais vou colocar um Chiclete na boca!), animação tem lá seus problemas por ser rápida e às vezes sem coerência, mas ganha por ser transparente e como já disse antes, corajosa!

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