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Night in the Woods [Crítica]

Por Adrien

03 de Agosto de 2017

Night in the Woods é um jogo plataforma indie, focado em exploração, narrativa e personagens. O foco da história é Mae Borowski, uma gata de 20 anos que larga a faculdade e volta para a cidade onde nasceu. Ao tomar essa decisão, ela precisa passar pelos questionamentos de seus pais e também se reconecta com seus amigos de infância. Enquanto isso, Mae começa a ter pesadelos que levam ela a investigar um estranho mistério que tem infestado a cidade por décadas.

Inicialmente, o jogo parece ser apenas um suspense com gráficos vívidos, mas ele acaba se mostrando bem mais profundo do que isso. De uma maneira bem sutil, ele fala sobre a crise pós 20 anos que muita gente passa, além de depressão, bipolaridade, transtorno de despersonalização e como as pessoas lidam com um passado familiar difícil. Tudo isso está incluído em maravilhosos personagens muito bem criados e desenvolvidos.

Todos personagens são animais. Mae passa boa parte do tempo perambulando pela cidade e com seus amigos: Gregg, um raposa animado e leal que trabalha em uma loja de conviniência; o seu namorado urso Angus, que é muito sério e trabalha numa locadora de vídeo; e Bea, uma crocodilo gótica que trabalha numa loja de hardware que era do pai. Cada um possui suas responsabilidades (menos Mae) e falam sobre seus planos de sair da cidade e viver suas vidas. Enquanto isso, Mae é irresponsável e muitas vezes infantil.

A jogabilidade é bem narrativa. Mae explora a cidade pulando por fios e descobrindo novos espaços e outras pessoas. De um dia para o outro, é possível conversar com seus amigos, pais e outros cidadãos que moram na cidade (tudo dependendo da disponibilidade deles). Isso acaba te levando a momentos únicos, muitas vezes intensos, emocionantes ou engraçados. Há alguns puzzles de plataforma e mini games bem esquisitos e diferentes.

Night in the Woods não possui voz nos diálogos, mas isso te dá opção de dar a própria voz para os personagens! Eu, pessoalmente, fiquei lendo as falas dos balões em voz alta e me diverti fazendo isso. Pra mim isso fez com que o jogo tivesse uma atmosfera ainda mais tranquila e relaxante. Não há muita ação e andar na mesma cidade todo dia pode parecer repetitivo, mas acho que faz parte ao dar aquele ar do dia-a-dia.

Outros pontos positivos são as animações e gráficos, que dão um charme especial ao game. Além disso, a trilha sonora completa o estilo elegante e especial que Night in the Woods carrega.