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Em ritmo de fuga [Crítica]

Inteligente e empolgante, ‘Em Ritmo de Fuga’, através da simplicidade do seu roteiro, esconde uma originalidade eletrizante.

por Ricardo Paes

em 28 de julho de 2017

Novo filme do querido diretor Edgar Wight (Todo Mundo Quase Morto e Scott Pilgrim), conta a história do talentoso garoto chamado Baby (Ansel Elgort), um motorista de fuga que trabalha para Doc (Kevin Spacey), chefe do crime e especialista em grandes assaltos. Baby está na contagem regressiva para realizar o seu último trabalho para a organização e poder enfim, dar uma vida melhor ao seu pai adotivo e ser feliz junto à garota dos seus sonhos (Lyly James).

A ideia até aqui não parece ser tão diferente do que já vimos, no entanto nem tudo é o que parece. Com óculos  escuros, fones de ouvido e uma incrível seleção musical, o filme muda totalmente quando tudo isso se conecta com a ação e com os diálogos do filme. A trilha sonora é o coração do filme. Tudo foi pensado e selecionado para se encaixar perfeitamente ao contexto – a personalidade de cada protagonista e o desfecho de
cada momento é a música que determina tudo e por isso não podemos dizer que ‘Em Ritmo de Fuga’, é o mais do mesmo.

E por falar em ação, fique atento às grandes cenas de perseguição que, sem o uso dos efeitos visuais, deixa tudo muito mais bonito de se ver. A edição de som, mixagem e trilha fazem toda a diferença e se tornam um dos grandes protagonistas do filme. John Hamm (Buddy) e Jamie Foxx (Bats) protagonizam ótimas interpretações, mesmo Ansel (Baby), com diálogos pontuais, nos cativa por ser esse cara cuidadoso e carismático. Enfim o único ponto fraco ficou por conta do romance entre os personagens Baby e Beborah (Lily James), que sem muito tempo para desenvolver, o diretor optou por ser sucinto no desfecho.

Prepare-se para se divertir na empolgante e eletrizante vida de Baby. Ação e muita adrenalina nesse filme com cara de musical diferentão!