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Castlevania [Critica]

Imagem promocional de Castlevania pela netflix

por Jurandir Vacari

em 18 de julho de 2017

Se você é um gamemaníaco precisa assistir a esse anime produzido pela Netflix, e se não é, corre para conhecer esse universo vampiresco, garanto que será paixão à primeira vista.

O Anime foi dividido em 04 episódios de aproximadamente 23 minutos, com uma ambientação muito semelhante aos jogos e ao imaginário coletivo sobre o que imaginamos sobre os vampiros. E que estamos acostumados, afinal Drácula é tão Pop quanto o Papa e já foi representado de diversas formas, seja através de livros, filmes, peças, etc…

E falando no Drácula e em livros, o personagem foi no século 19 por Bram Stocker, e tem algumas diferenças no anime. Nessa aventura ele só está criando problemas porque eles queimaram sua esposa no pior estio caças as bruxas, como ocorria na Santa Inquisição. Pelo jeito os humanos mexeram com a mulher errada, mas o que contribui para ele ser um vilão mais crível.

Já o “mocinho” Trevor, que no lançamento do game em 1989 era retratado como o salvador da cidade, aquele que matará o conde e conquistará a Paz, mas agora, foi retratado de forma um pouco mais “realista”, e descobrimos que não é bem assim. O herói vive como um andarilho tentando sobreviver apenas. O caçador de vampiros também é o responsável pela veia cômica da produção, com sacadas inteligentes e que calham bem com todo o contexto, além de usar o chicote no melhor estilo Indiana Jones.

Apesar de se tratar de uma animação, essa não é indicada para menores. Tem muito sangue, violência, palavrão e até alguns detalhes mórbidos nas cenas se prestarmos atenção. Mas o grande destaque fica para o EXCELENTE ROTEIRO. Um show de crítica ao uso da religião, ambientação histórica e fidelidade aos jogos.

O trabalho bem feito do diretor Sam Deats e do roteirista Warren Ellis está impressionando e já garantiu uma segunda temporada com o dobro de episódios. Agora é só preparar o chicote e a água benta e esperar um ano para o que vem por aí.